Gramado e Secretaria da Saúde do RS criam estratégia para conter disseminação da variante delta

  • 21/07/2021

Dois casos foram confirmados nesta semana. Prefeitura requisitou 3 mil doses extras de vacinas. Executivos municipal e estadual também elaboram projeto de testagem de visitantes. Especialistas reforçam a necessidade de vacinação após confirmação da variante delta no RS A Prefeitura de Gramado e a Secretaria Estadual da Saúde (SES) iniciaram, nesta quarta-feira (21), a elaboração de um plano para evitar a disseminação da variante delta do coronavírus na cidade da Serra, já que dois casos foram confirmados esta semana. Entre as ações, está a correção da defasagem de cerca de 3 mil doses de vacinas contra a Covid-19 e o aumento na testagem de turistas. "Certamente, neste segundo semestre, devemos receber mais visitantes de outros locais do país no Estado, e precisamos de estratégias para evitar a transmissão do vírus", afirma a secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann. "Nossa região, Gramado especialmente, recebe muitos visitantes, e a testagem é superimportante. Além dos protocolos sanitários que temos pela prefeitura e pelos hotéis, comércio, serviços, seria um acréscimo muito importante", destaca o prefeito Nestor Tissot. Fiocruz confirma presença da variante delta em Gramado Como a variante delta avança pelo mundo e as perspectivas para o Brasil Já o estudo para corrigir essas possíveis defasagens na distribuição de doses da vacina será apresentado nos próximos dias em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB). A ideia é realizar o remanejo para municípios que possuem população maior do que as estimativas oficiais ou que vacinem muitas pessoas de fora do seu próprio território, como é o caso de Gramado e outras cidades serranas. "Talvez já na próxima semana tenhamos mais 3 mil doses, que estão faltando, para ter a média exata de todos os municípios", diz Tissot. Gramado registrou dois casos da variante delta esta semana Reprodução/RBS TV Variante acende alerta mundial O sinal de alerta sobre a variante delta já foi dado em vários países, pois ela não para de avançar. Segundo o site Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, 99,34% dos novos casos de coronavírus no Reino Unido, na semana passada, eram dessa linhagem. Nos Estados Unidos, o dado atualizado na terça (20) mostra que 92,86% dos novos casos no país também são da variante delta. Já o governo francês anunciou a quarta onda no país e, lá, a variante delta chega a 67,52% dos novos casos. "Se a delta chegar com a força que chegou no Reino Unido, com o número de casos que a gente tem, mesmo com a vacinação, a gente vai ter um aumento de casos muito grande e, consequentemente, de hospitalizações. Potencialmente, o estrago aqui [no Brasil] pode ser maior", alerta a integrante do Comitê Científico do governo do RS, Suzi Camey. Os dois casos da variante delta confirmados em Gramado são de duas pessoas que fazem parte da mesma cadeia de transmissão e não possuem histórico de viagem para outros países ou estados. Além desses, outros cinco casos suspeitos da variante seguem em investigação: um terceiro de Gramado, dois de Sapucaia do Sul, um de Esteio e um de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. "Esta variante está presente de uma forma comunitária no nosso país e, certamente, o número é bem maior. Os dois casos de Gramado simplesmente estão nos sinalizando que essa cepa está lá, mas que o número de casos é muito maior", aponta o professor do Serviço de Infectologia do Hospital de Clínicas da Capital, Luciano Goldani. Os especialistas indicam que pelo menos três ações devem ser tomadas para impedir o avanço da variante delta: a ampliação da vacinação para todos os grupos, completar o esquema vacinal com a primeira e segunda dose e, quando possível, diminuir o intervalo entre as doses. "Havendo disponibilidade, havendo a logística, é fundamental para evitar casos graves e óbitos que se amplie a vacinação e a vacinação completa o mais breve possível. Isto tem sido salvador no contexto da variante em outros países e o definidor do tamanho do surto e dos agravos à saúde", comenta Fernando Spilki, epidemiologista e professor da Universidade Feevale. O que, conforme Spilki, não deve ser alterado de jeito nenhum são as medidas não farmacológicas de distanciamento e higiene constante. "As vacinas não impedem a transmissão. Enquanto tiver vírus circulando, tem que usa máscara, evitar encontrar com pessoas que não são do seu convívio, com quem você não divide residência. É chato, é cansativo, porque a gente sempre fica esperando o momento de relaxar um pouco. Mas eu sempre digo que estamos participando de uma maratona: já corremos 40 quilômetros, faltam dois. Não vamos desistir agora", compara. Vídeos: Tudo sobre o RS Initial plugin text

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/07/21/gramado-e-secretaria-da-saude-do-rs-criam-estrategia-para-conter-disseminacao-da-variante-delta.ghtml


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